Izadora Mattiello
Foto da campanha #IamRemarkable, inciativa da Google, um workshop que tem como objetivo empoderar mulheres.

No dia 19 de novembro foi celebrado o Dia do Empreendedorismo Feminino e eu só fiquei sabendo porque recebi algumas mensagens de parabéns. Além de eu ter ficado muito feliz com as mensagens, ao mesmo tempo caiu a ficha da minha responsabilidade como mulher empreendedora em inspirar e apoiar outras mulheres, tanto no impacto social, como em negócios e liderança.

Meses atrás eu pensaria que seria muita soberba da minha parte achar que posso apoiar alguém com minha experiência até o momento. Mas vendo a minha dificuldade em achar referências mais acessíveis, fiquei pensando será que outras mulheres não sentem o mesmo?

Pra mim, era muito mais fácil pesquisar por mulheres famosas, CEOs ou executivas com carreiras de sucesso. Mas apesar destas histórias darem um super gás e inspiração para trabalhar, ainda tem um certo distanciamento da minha realidade. Mesmo quando tenho a oportunidade de conhecer essas grandes mulheres, fico sem saber o que perguntar a elas, porque no dia a dia acontece tantas situações novas pra mim, que eu fico com vergonha de ser algo muito básico pra elas.

Pra mim, sempre foi difícil achar empreendedoras mulheres que ainda não são tão famosas e mais acessíveis. Que o compartilhamento de experiência fosse mais próximo da minha realidade, até mesmo por questão de maturidade, tipos de desafios e por agenda. Mulheres, que também começaram do nada, sem ter a formação “adequada” de negócios, sem ter dinheiro, sem ter referências próximas, mas que hoje possuem negócios incríveis, com uma bagagem de aprendizados práticos e atitudes inspiradoras.

Normalmente há duas razões para não encontrarmos essa boas histórias de mulheres empreendedoras: 1) elas estão muito ocupadas e dificilmente há tempo de escrever no Linkedin, em blogs ou montar conteúdo para redes sociais; e 2) elas não se expõem ou por medo do julgamento ou por não acharem que suas histórias são tão boas assim.

Eu sou uma dessas mulheres. Mas quero tentar apoiar outras mulheres em seus negócios ou em suas atitudes empreendedoras nas suas vidas.

Por isso, vou dividir aqui alguns dos principais aprendizados que eu tive até o momento com a Phomenta, na esperança que este conteúdo faça sentido para alguém!

Então vamos lá:

  1. Foco no cliente

Nada resiste a um ótimo atendimento e encantar quem vai pagar a conta. Para isso, crie sua empresa junto ao seu cliente. Pergunte a dor dele, se sua solução resolve essa dor, quanto ele pagaria por isso, como ele gostaria de ser surpreendido. Estude seu cliente mais do que tudo e pense em formas de como ele pode amar sua solução e como fidelizá-lo. Dica: evite montar uma empresa em que seus clientes sejam seus amigos e família. Esse não é o modo mais real de pegar feedback, de testar seu produto e nem de ser economicamente sustentável.

2. Protótipo e teste sempre

Nada na Phomenta a gente faz sem prototipar e sem testar. Teve uma ideia? Faça a versão mais simples e barata desta ideia e teste com seu cliente. Ele dirá se é uma boa ideia ou não e se pagaria por isso! Voltou do teste? O que aprendeu com isso e como pode melhorar seu produto? Pensou? Protótipo 2 e testa de novo. A sua empresa vai viver de versões melhoradas do primeiro produto, que recebeu feedback dos clientes. Ou claro, você pode voltar do teste e decidir “matar” o produto, por ver que não faz sentido.

3. Saiba fazer boas perguntas

Esse é o aprendizado para a vida! Não só boas perguntas para clientes, mas também para a equipe, para investidor, para conselho, para concorrentes, para parceiros e para todos os envolvidos no seu negócio. Somente com boas perguntas você consegue extrair o que de fato você precisa saber! Deixe um comentário, se quer ver um texto só sobre isso! =)

4. Saber vender não é ser boa de lábia

Eu ainda sofro com minha insegurança quando se fala em vendas, apesar de eu sempre vender. Cresci com o estereótipo de que uma boa vendedora é aquela pessoa extremamente articulada. Mas aprendi que se você é disciplinada em estudar seu cliente, se prepara para qualquer reunião, faz boas perguntas, tem um raciocínio lógico, tem uma comunicação adequada para a pessoa com quem está falando, é honesta, confia no seu trabalho, faz follow up das reuniões e sempre atualiza seu pipeline de vendas, putz, então você está muito próxima de ser uma máquina em vendas!

Dica: se você é a fundadora do seu negócio, ninguém melhor do que você para vender, mesmo que para seu time interno! Todo dia a gente vende o nosso sonho para alguém.

5. Compartilhe seu conhecimento

Não adianta só você estudar e ser boa no que faz. Se quer crescer, sua equipe tem que estar junto com você. Você só vai confiar e descentralizar sua atividades, quando compartilhar seus conhecimentos e aprendizados com sua equipe. Eles não têm bola de cristal para saber o que passa na sua mente. Além disso, é muito importante que você compartilhe o que está lendo, o que está consumindo de podcast e newsletter, porque aí você tem mais chances de sua equipe estar mais conectada com os assuntos que você consome e as discussões fluírem de forma mais rápida.

6. Desapegue!

Desapegue de produto que não deu certo, de cliente que não deu certo, de testes que não deram certo, de cases que não tiveram nenhum resultado, de centralizar tarefas, de cliente que não te conhece mais e, o principal, de ser a pessoa mais importante da sua empresa. A ideia é que você contrate pessoas melhores que você ou que forme pessoas melhores que você. Com isso, eles começarão ter as melhores ideias e seu papel será de orientar de acordo com a estratégia e visão da empresa.

7. Seja humilde após o primeiro milhão, porque é só o começo

Eu lembro a primeira vez que faturamos o primeiro milhão. Pra quem começou com zero reais na conta, sem noção de negócios e durante uma crise no país, esse é um super marco. Então o primeiro sentimento que vem é: cara, somos f*#@. É muito bom celebrar, mas não deixe que isso te deixe arrogante demais para achar que já sabe como tocar uma empresa e colocar metas astronômicas. Tem ainda um longo caminho pela frente.

8. Ser mulher é uma vantagem!

E por último, não se coloque como vítima por ser mulher. Isso só vai te deixar sempre na defensiva. É claro que frequentemente passamos por situações de preconceito, de descrença ou de não ser respeitada e temos que nos posicionar. Mas por um tempo eu fiquei muito amarga quando ao invés de ver o lado bom dessas situações, eu ficava apenas com raiva das pessoas. Isso não ajudou em nada. Use da nossa inteligência feminina para saber lidar com essas situações da forma mais esperta e malandra possível. Nós temos muitas vantagens para empreender. Temos mais empatia e sensibilidade, o que ajuda muito em liderar um time, estudamos mais e passamos mais segurança e confiança, ao mostrar um plano para o conselho e investidores, conseguimos ser mais detalhistas e pensar no todo, o que ajuda muito em desenvolvimento de produtos, e sabemos escutar mais, o que ajuda muito em reuniões com clientes.

Espero que este texto possa fazer sentido para alguém! Se você gostou e quer que eu explore um tema específico, por favor, deixe um comentário! E não importa em que fase você está, mande suas perguntas, não tenha medo do básico. Vou adorar te responder!

Espero poder conhecer mais mulheres empreendedoras!

Clique aqui e conheça mais sobre a Phomenta.



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